quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Paulo Freire - diversos pontos de vista e uma exposição (Aula 13/10)


Para Paulo Freire o mais importante na educação é ensinar a “ler o mundo”. "Trata-se de aprender a ler a realidade (conhecê-la) para em seguida poder reescrever essa realidade (transformá-la)", dizia Freire. É isso que aprendemos nessa disciplina (Biblioteconomia e Sociedade Brasileira), onde percebemos o nosso ambiente não como algo estável e permanente, mas como algo que pode sofrer transformações. Podemos modificar uma realidade e transformá-la em algo muito melhor de acordo com as nossas experiências anteriores.

Freire também discute a questão da aprendizagem, para ele o educador e o aluno aprendem juntos, um com o outro. "Os homens se educam entre si mediados pelo mundo", escreveu. Além disso, trata a cultura como “tudo o que o homem cria e recria”, uma aquisição de experiências. E a valorização dessa cultura é fundamental no processo de aprendizagem.

Na exposição realizada no memorial Darci Ribeiro na UnB, podemos perceber que há uma preocupação em passar para os visitantes todos os aspectos da vida de Paulo Freire. Elaborada com diversos pôsteres, organizados em um semicírculo em ordem cronológica, a exposição não possui muita interação com o público, mas consegue transmitir um bom conteúdo a respeito do educador. Apesar dos poucos recursos, poderia se criar uma maior participação do público realizando-se discussões e palestras sobre o tema.



Referência:

NOVA ESCOLA. Paulo Freire, o mentor da educação para a consciência. Disponível em <http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/mentor-educacao-consciencia-423220.shtml?page=1>. Acesso em 13 out 2011.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A cultura e a importância que damos a ela


Milanesi discute no seu livro “A casa da invenção: biblioteca, centro de cultura” o verdadeiro sentido da expressão “Centro de cultura” que se encontra espalhada em diversas placas pelos edifícios do país. Muitas vezes planejam-se esses edifícios mais pela forma do que pela função cultural que eles assumiriam e, por isso, se tornam apenas projetos de construções. Principalmente quando surgiu o rádio e a televisão, as pessoas não viam mais o porquê de um centro cultural, já que todas as informações chegavam mais rápido em suas casas.

O autor ainda evidência a influência que a cultura externa tem sobre esses centros, principalmente a parisiense. Tenta-se mais imitar do que construir algo próprio e com utilidade para a população. Tudo é visto como cópia de algo que funciona, mas em outro lugar e com outros pensamentos. A diferença no Brasil é o uso e o tratamento dado à cultura.

O texto mostra também a falta de atenção que os administradores das cidades têm pelas bibliotecas, que na maioria das vezes são os únicos centros culturais. Elas não recebem os cuidados que deveriam receber, acabam deteriorando com a falta de manutenção e têm seu acervo desatualizado.

É preciso planejar, pensar e desenvolver, mas acima de tudo, incentivar a população a buscar conhecimento, ver o que eles procuram e desejam. É necessário ir atrás de ideias inovadoras, mas que se adaptam as regiões. O mundo está cheio de boas ideias, porque não desenvolvê-las, com os devidos cuidados, lógico!!



Referências:

MILANESI, Luiz Augusto. A casa da invenção: biblioteca, centro de cultura. 3.ed. rev. e amp. São Paulo: Ateliê Editorial, 1997. 271p.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Muito além do quadro negro e das bibliotecas (Aula 06/10)


Vivemos em um mundo em que é necessário correr atrás do que queremos e precisamos. Realizar o nosso trabalho e conseguir fazer a diferença depende só de nós. Podemos transformar e melhorar qualquer ambiente, independente do recurso ou das pessoas, mas é preciso ter força de vontade, garra e determinação. Se temos o apoio de pessoas que tem condições financeiras e poder tudo fica mais fácil, mas com atos de solidariedade a diferença pode ser feita, basta querermos.
Um bom exemplo de superação e de apoio é o do filme “Além do quadro negro”. Ele conta a história da jovem professora Stacey Bess (Emily VanCamp) que supera seus medos iniciais e preconceitos e faz a diferença na vida das crianças de rua que ela ensina em uma sala de aula improvisada de um abrigo.
As bibliotecas também vivem situações como essas, onde não se tem nada, mas grandes trabalhos podem ser realizados. A Biblioteca Demonstrativa de Brasília mostra a possibilidade de atuação de uma biblioteca que, apesar de não possuir muitos recursos, realizar não só seu trabalho de acesso à informação, mas vai muito além disso. Ela conta com o maravilhoso trabalho da bibliotecária Conceição e de pessoas da sociedade que querem transformar a visão da população.
Precisamos agir para mudar a situação em que as bibliotecas, principalmente as públicas, se encontram. Descobrir pessoas capacitadas para realizar essa missão é o complicado, profissionais preocupados em melhorar a qualidade dos serviços para atender aos diversos tipos de usuários e que consigam apoio para isso.

Temos que fazer a diferença!!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Processo de trabalho e bibliotecas (Aula 20/09)


Proporcionando uma visão sobre as mudanças nos meios de trabalhos, discutimos o texto "Organização do processo de trabalho em bibliotecas" (Silva, 2000) que estabelece uma ligação com as atividades realizadas nesses serviços de informação com os sistemas trabalhistas desenvolvidos nos últimos tempos. Apresento um breve resumo do texto:

Diversas mudanças tecnológicas vêm ocorrendo no mundo, isso acarreta alterações na sociedade, nas organizações, nos processos de produção e nos próprios funcionários.

A partir desse momento trabalhador precisa ter “uma formação mais geral, multifuncionalidade, honestidade, sensibilidade, carisma, iniciativa para tomada de decisões rápidas e visão de conjunto” (SILVA, 2000).

O processo de trabalho é entendido por Coriat (1976), citado por Silva (2000), como o “processo pelo qual as matérias-primas são transformadas em produtos consumíveis com um valor de uso” e é compreendido por três partes: a atividade do ser humano, o objeto pelo qual o trabalho se efetua e os meios que tornam possível sua realização.

No início esse processo era feito por manufatura onde os trabalhadores tinham que possuir o conhecimento, a técnica e a habilidade para realizá-lo. Mas com o desenvolvimento do capital, a junção dos empregados em apenas um local e o estabelecimento da jornada de trabalho, novas formas de organização surgiu:

  • O taylorismo preocupava-se com as causas dos desperdícios e desenvolveu o sistema de organização Scientific management (Gerenciamento científico).
  • O fordismo introduziu as esteiras e seguiu o mesmo princípio do taylorismo. Mas começou a enfrentar problemas com o absenteísmo e a rotatividade.
  • Outro modelo é o toyotismo que é um modelo flexível, rápido e que trabalha com pequenos estoques. Ele ainda desenvolveu os Ciclos de Controle de Controle que auxilia a empresa a se qualificar
No âmbito das bibliotecas, o trabalho exige conhecimentos e habilidades sobre todas as mudanças que estão ocorrendo, esses são obtidos através de longa experiência no local de trabalho ou de processos específicos de formação profissional diversificada. Os funcionários são vistos como facilitadores na transmissão do conhecimento produzido pelas muitas áreas e isso deve ser feito através da utilização de instrumentos técnicos de organização documental, proporcionando o acesso a todo e qualquer tipo de informação.

Eles podem ser conhecidos como “trabalhadores do conhecimento” e tem como instrumento de trabalho a informação e seu processo de trabalhista é transformar conhecimento bruto em conhecimento disponível.



Referência:

SILVA, Ana Estela Codato. Organização do processo de trabalho em bibliotecas. 2000. Disponível em: . Acesso em: 20 set 2011.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Biblioteca Demonstrativa de Brasília (Aula 15/09)


Na aula de hoje, fomos visitar a Biblioteca Demonstrativa de Brasília (BDB).

Com a missão de “atuar como demonstrativa em pesquisa, coleta e tratamento da informação, em disseminação de conhecimento e na oferta de cultura, educação e lazer, promovendo inclusão social e fortalecimento da cidadania” (site da BDB), ela vem desenvolvendo trabalhos magníficos com a sociedade e é modelo para qualquer biblioteca do país.

Integrando e desenvolvendo a cultura e o conhecimento, a BDB tem superado diversas dificuldades para cumprir o seu papel na disseminação da informação. Para isso conta com a ajuda da Sociedade dos Amigos da Biblioteca que apoia as atividades desenvolvidas pela Biblioteca.

A Biblioteca Demonstrativa não atua só com estante e livros, mas sabe conciliar a música, o teatro e grupos de ajuda com a arte da leitura.

O espaço que lhe é destinado não comporta todos os projetos que a BDB procura desenvolver, mas a bibliotecária Conceição, responsável pela Biblioteca, sempre consegue atender a população, independente da idade.

Para saber mais do trabalho e eventos realizados pela Biblioteca Demonstrativa de Brasília, acesse o site e confira o histórico, os projetos e a agenda cultural da instituição: www.bdb.org.br



Referência:

BIBLIOTECA Demonstrativa de Brasília. Disponível em: <http://www.bdb.org.br/>. Acesso em: 15 set 2011.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Indicadores de desempenho


Para compreender melhor a necessidade do planejamento e da busca por indicadores de desempenho das bibliotecas nos seus ambientes contextuais, redigir um resumo sobre o texto “Indicadores de desempenho de bibliotecas na Fiocruz: um caminho em construção” de Guimarães (2006):

O artigo relata a busca por um conjunto de indicadores de desempenho que possa ser aplicado às diversas bibliotecas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), abrangendo, primeiramente, as três maiores bibliotecas da instituição, coordenadas pelo Citc (Centro de Informação Científica e Tecnológica) e observando o ambiente disponível para promover a aprendizagem.

A Fiocruz trabalha com várias atividades no campo da ciência, da saúde e da tecnologia. Ela utilizou da Norma ISO 11620/98 (Information and Documentation – Library Performance Indicators) para avaliar o desempenho das suas bibliotecas que se caracterizam pela diversidade.

Essa norma (ISO 11620) foi elaborada pela International Standard Organization (ISO), visando padronizar os serviços de informação e facilitar a comunicação entre eles. Ela tem como ponto principal o desempenho das bibliotecas que deve simplificar o processo de planejamento (objetivos, meios e resultados) e isso de acordo com o contexto vivenciado por elas.

O processo da medida de desempenho nas três bibliotecas foi implantado em 2005. A equipe responsável fez um busca das experiências tidas com a adoção da norma, realizou um diagnóstico da situação das bibliotecas e escolheu cinco indicadores (satisfação do usuário, visitas per capita à biblioteca, índice de uso de documentos, disponibilidade das instalações e índice de ocupação dos assentos) para poder aplicar nos locais.

As bibliotecas devem procurar sempre melhorar a qualidade de seus serviços para atender aos diferentes tipos de usuários e as mudanças ocorridas no mundo. Para isso é preciso planejar e saber gerenciar o ambiente dos diversos tipos de acervos, realizando avaliações que vão orientar as decisões que devem ser tomadas para a obtenção de um melhor desempenho da biblioteca frente à informação.



Referência:

GUIMARÃES, Maria Cristina S. et al. Indicadores de desempenho de bibliotecas na Fiocruz: um caminho em construção. Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 3, p. 248-254, set./dez. 2006.

Biblioteca integrada e sociedade (Aula 13/09)



Nessa aula discutimos o texto da Kira Tarapanoff (1984), "Biblioteca integrada e sociedade: referencial teórico":
A biblioteca pode ser considerada um sistema sócio-técnico-estruturado, por sua interação com as tecnologias e com o meio ambiente. Eles se influenciam mutuamente.
Por não ser um organismo isolado, faz parte de um projeto maior. E, por isso, precisa realizar serviços que sejam aceitos pela sociedade e que atendam a seus micro e macro sistemas.
A biblioteca possui um ambiente interno (organizacional) e um externo (específico e geral) e se relaciona com eles. Como esses ambientes estão em constante mudanças, a biblioteca precisa se adaptar, adequando se a eles, de forma a continuar suprindo a demanda de seus usuários.
Essa relação entre o meio ambiente e a organização é caracterizada pelo processo cíclico que envolve os seus serviços:

Como meio ambiente interno se entende as funções e objetivos, a política organizacional, os indivíduos dentro da organização, e a estrutura organizacional da biblioteca. Já o meio ambiente externo é dividido em dois, o específico, que seria a sociedade em que ela atua, e o geral, que é o sistema educacional ou cultural de uma determinada região ou país na qual a biblioteca está inserida; mas aspectos do geral podem constituir um específico da organização.

Parsons (1960), citado por Tarapanoff (1984), criou um sistema de estrutura para os organismos sociais, compreendendo três níveis hierárquicos: o nível técnico, ou produtor; o nível gerencial (de direção); e o nível institucional ou comunitário.

Os dois últimos níveis se relacionam com o insumo e se preocupam com o acesso aos serviços e produtos. O técnico se refere ao processamento do produto, e especificamente na biblioteca à geração, transmissão, organização, arquivamento, recuperação e uso da informação, utilizando-se de tecnologias específicas, como também do estudo de usuários.

A biblioteca deve se integrar ao seu meio ambiente e ao seu sistema, procurando atender a sua demanda, se atualizar e crescer no meio da sociedade.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sistemas e relações (Aula 08/09)


Nas organizações, o foco, inicialmente, eram as tarefas realizadas. Com o passar do tempo e as diversas mudanças ocorridas no âmbito mundial, novas teorias foram surgindo, modificando a relação ente organização e sociedade.

Com Bertalanfy, um biólogo, surge a Teoria dos Sistemas que tenta entender o mundo como um organismo vivo que interage com o meio ambiente em uma troca de elementos.

Por Sistema, entende-se um conjunto de partes com diferentes funções em que cada parte intervêm como a outra vai agir e que buscam um resultado comum por estarem integradas. Ele usa um modelo baseado em entradas, componentes, saídas e feedback (retorno das pessoas que o utilizam).

Os Sistemas são classificados em seis tipos:

  • Aberto: “são os sistemas que apresentam relações de intercâmbio com o ambiente, por meio de entradas e saídas” (WIKIPÉDIA)
  • Fechado: são os sistemas que não realizam interação com o meio ambiente. Porém, não é possível a existência de um sistema totalmente fechado, mas sim diferentes graus de interação.
  • Adaptáveis: são aqueles que se adaptam as mudanças ocorridas no meio ambiente; faz isso com auxílio de constantes observações.
  • Não-adaptáveis: não se atentam e nem buscam se adaptar as diversas mudanças da sociedade.
  • Permanente: não possui um limite de tempo para existência.
  • Temporários: possuem um tempo determinado para operar.
Mas um único sistema pode ser classificado em diversas categorias.
Diferente do holismo que trabalha com o todo, o sistema lida com o todo e com as partes que o constitui. Possuindo assim dois princípios: o da emergência, em que o todo é mais que a soma das partes, e o da imposição, o todo é menos que a soma das partes.
Como um sistema específico, temos o da Informação, que possui como objeto de entrada e de saída dados e/ou informação. Para processamento deles, trabalha-se com manipulação e transformação. A sociedade também constitui um sistema formado por indivíduos que interagem com ela. Mas ela também age sobre eles através da educação, da cultura e do aprendizado.


Referência:

WIKIPÉDIA. Teoria geral de sistemas. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_geral_de_sistemas>. Acesso em: 8 set 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A Biblioteca Pública (Aula 06/09)


De acordo com o texto “A biblioteca pública no contexto da sociedade da informação” de Suaiden (2000), respondi as seguintes perguntas:

1. Você concorda com Suaiden ao afirmar que o acesso a informação no Brasil sempre foi definido pelo poder aquisitivo? Argumente considerando as datas históricas citadas no texto.

Concordo com Suaiden (2000) quando ele coloca que o acesso à informação no Brasil é definido pelo poder aquisitivo das pessoas, pois a educação nunca foi à prioridade do governo. A biblioteca, devido aos seus estados físico e intelectual precário, era vista como um lugar de castigo e de punição. E os livros eram tidos como forma de mostrar intelectualidade e de elitização.

Em 1811, foi inaugurada a biblioteca, projeto de Castelo Branco, no Colégio dos Jesuítas. Esse ato impulsionou a criação de diversas bibliotecas estaduais. Mas elas não eram vistas de forma positiva pela sociedade, que continuavam comparando o lugar como uma forma de castigo ou apenas para as elites.

Com o crescimento das bibliotecas, a Biblioteca Nacional, em 1912, passou a ministrar cursos para a formação de bibliotecários. Mas a preocupação era com a preservação do material impresso e não com a disseminação, que viria apenas depois.

Na Era Vargas, houve um grande crescimento da população, principalmente da classe operária. E, em 1937, o Governo criou o Instituto Nacional do Livro “com a finalidade de propiciar meios para a produção, o aprimoramento do livro e a melhoria dos serviços bibliotecários” (SUAIDEN, 2000). Foi nessa época que começou uma maior disseminação do livro.

Mas, até hoje, muita gente tem dificuldade de acessar as informações, algumas por não terem condições financeiras, outras por não ter incentivo e ainda temos muitos analfabetos no nosso país.

2. Quais os resultados dos levantamentos de usuários realizados na década de 80?

Levantamentos mostraram que eram poucos os frequentadores das bibliotecas e que elas tinham como política atingir os não usuários. As bibliotecas tinham uma preocupação com a linguagem oral e não com a escrita. E a população desprovida de recursos financeiros tinha dificuldade de obter e acessar a informação.

Hoje as unidades de informação não são os únicos meios para acesso e a preocupação, que antes era voltado para pesquisadores, agora é nos usuários da informação.

3. De acordo com o autor, fatores como processo de colonização, a ideologia dominante, livros e leituras como instrumento de dominação, a ditadura militar e, mais recente, o neoliberalismo não justificam o baixo desenvolvimento da biblioteca pública. Explique.

O baixo desenvolvimento da biblioteca pública não se deve só a esses fatores, mas também a dificuldades que se encontrou em formar um público leitor no Brasil desde a sua origem, principalmente pela grande quantidade de analfabetos e da visão elitizada que tinha o livro. Com isso a biblioteca também enfrentou, e enfrenta, problemas para se integrar a comunidade e suprir seus interesses, além de não conseguir demostrar a importância dos seus serviços para a população.

4. Na opinião de Suaiden, a biblioteca pública cumpre o seu papel na sociedade da informação?

A biblioteca pública não vem cumprindo o seu papel na sociedade que é “prestar serviços ao público geral, independente das condições sociais, educacionais e culturais” (SUAIDEN, 2000), pois ela vem atendendo, e ainda de forma parcial, estudantes apenas dos cursos básicos de ensino. Ela não tem interagido com a comunidade e deveria buscar facilitar o acesso e a disseminação da informação

5. Explique a frase: “Na busca de um caminho que possibilite a biblioteca pública ser uma entidade expressiva na Sociedade da Informação, a segmentação de mercado representa a grande alternativa dos novos tempos”.

É preciso reconhecer que o todo é formado por conjuntos com características distintas. Eles precisam ter suas necessidades supridas de forma individual. Quando se escolhe em que grupo vai atuar, fica mais fácil de oferecer serviços e produtos eficientes, se tornando confiável no mercado de atuação.

No caso das bibliotecas públicas, a escolha de se adaptar a um grupo pode possibilitar um melhor atendimento às necessidades do usuário, que vai saber onde encontrar o que ele precisa. A biblioteca tem a condição de melhorar o seus serviços e de divulgá-los, pois sabe com quem está lidando e campo de atuação de seus usuários.


Referência:

SUAIDEN, Emir José. A biblioteca pública no contexto da sociedade da informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 2, p. 52-60, maio/ago. 2000.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sociedade da aprendizagem ( Aulas 30/08 e 01/09)


A explosão da informação tem mudado a forma que vemos as coisas do nosso dia-a-dia.
A informação juntamente com as tecnologias da informação tem criado uma nova sociedade. Ela passa da informação, que por si só não transforma, para a do conhecimento. Mas hoje percebemos que a aprendizagem tem sido a única forma de transformar informação em conhecimento. Por isso podemos dizer que vivemos na Sociedade da Aprendizagem.
A aprendizagem é o processo para se chegar ao conhecimento em si. Esse processo envolve quatro estágios progressivos: dado, informação, conhecimento e inteligência (GASQUE e TESCAROLO, 2005).
Na aula do dia 30/08 discutimos sobre os conceitos e diferenças dos três primeiros estágios. Segundo Setzer (2001), citado por Gasque e Tescarolo (2005):
“os dados constituem uma sequência de símbolos quantificados ou quantificáveis com valor sintático; a informação, uma abstração informal significativa que ocorre na mente de alguém e comporta um elemento semântico, podendo ser representada por meio de dados; e o conhecimento, a abstração interior, pessoal, de alguma experiência de vida”.
Mas, para gerar um novo conhecimento, é necessária uma ideia prévia, ou seja, um conhecimento pessoal que envolve experiências que vivenciamos e as interações entre o sujeito e o mundo. E para que esse processo aconteça de forma eficaz, precisamos abrir mão de pensamentos reflexivos que devem envolver as questões éticas da sociedade e que ajudam as pessoas a entender as relações existentes no mundo científico.



Referência:
GASQUE, Kelley Cristine G. D.; TESCAROLO, Ricardo. Sociedade da aprendizagem: informação, reflexão e ética. Ciência da Informação, Brasília, v. 33, n. 3, p.35-40, set./dez. 2004.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Conhecimento e bibliotecas (Aula 25/08)


Nessa aula discutimos as características da sociedade em que vivemos e as pessoas que não tem acesso a esse novo universo que envolve informação, comunicação e tecnologia (saber fazer). Essa sociedade tem como característica principal a aprendizagem que é o processo para adquirir conhecimento e que é essencial para o desenvolvimento de culturas.
Aqueles que não têm acesso a esse processo que permeia a sociedade são os que não aprenderam a aprender, eles não dominam a técnica de informação. Mas precisam se integrar na cultura em que vivem e desenvolver um projeto de conhecimento e aprendizagem.
Com base no texto “A produção de conhecimento e a origem das bibliotecas” de Araújo e Oliveira (2005), fiz uma relação entre produção do conhecimento e as bibliotecas desde a sua origem:
Com a necessidade, desenvolvida pela sociedade, de se adaptar ao contexto mundial, novos conhecimentos são produzidos todos os dias e desde a antiguidade. Mas, além de gerar, era necessário registrar, armazenar e preservá-los. Com o produto desses conhecimentos, surgem os acervos que formam as bibliotecas, museus, arquivos etc.
Segundo Araújo e Oliveira (2005), “a biblioteca é um espaço de preservação dos conhecimentos gerados pela humanidade a partir de diferentes sociedades”. Elas formam coleções que precisam ser organizadas para que outras pessoas possam ter acesso.
Os países desenvolvidos e os que buscam desenvolvimento investem cada vez mais em novas ideias e novos ensinamentos. E para isso, a biblioteca tem um papel fundamental, pois ela proporciona o diálogo entre passado, presente e até futuro.
Com esses conhecimentos surgindo, novas bibliotecas, com suas diversas finalidades (desde a Nacional até a Popular), estão aparecendo. Pois “onde houver uma grade produção de conhecimento também ali estarão grandes unidades de informação e seus diferentes formatos” (ARAÚJO e OLIVEIRA 2005).



Referência:
ARAUJO, Eliany Alvarenga; OLIVEIRA, Marlene. A produção do conhecimento e a origem das bibliotecas. In: OLIVEIRA, Marlene. Ciência da informação e Biblioteconomia: Novos conteúdos e espaços de atuação. Belo Horizonte: UFMG, 2005.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Biblioteca e letramento informacional (Aula 23/08)


Na aula do dia 23 de agosto, retornamos o assunto da aula anterior, o que me permitiu observar pontos antes não aprofundados.
Como vimos anteriormente, a Biblioteca Nacional, hoje em dia, não tem só a função de preservar, mas tem que se adaptar as novas tecnologias e saber conciliá-las com o que já existe. Ainda tem que manter seu acervo atualizado com todas as produções do país e, para isso, utiliza o mecanismo de Depósito Legal que seria, segundo o site da BN do Brasil:
“a exigência, por força das Leis N. 10.994, de 14/12/2004 e 12.192, de 14/01/2010, de remessa à Biblioteca Nacional de um exemplar de todas as publicações produzidas em território nacional, por qualquer meio ou processo, objetivando assegurar a coleta, a guarda e a difusão da produção intelectual brasileira, visando à preservação e formação da Coleção Memória Nacional. Estão inclusas obras de natureza bibliográfica e musical.”
A biblioteca e o bibliotecário precisam trabalhar com os usuários e promover o letramento informacional, de forma a não somente disponibilizar a informação, mas também ensinar o usuário a se guiar nela. Agindo assim, as cinco competências necessárias para utilizar de forma correta os recursos informacionais serão desenvolvidas, são elas:
  • Saber identificar uma necessidade de informação;
  • Como selecionar a informação relevante de acordo com o objetivo;
  • Utilizar a informação;
  • Conhecer as questões éticas, econômicas e sociais que envolvem a criação da informação;
  • Saber qual é o meio de comunicação da informação, devido às diversas estruturas desenvolvidas para a comunicação.
Assim a informação irá produzir um novo conhecimento que se converterá para a sociedade, pois todo conhecimento surge para resolver uma questão. Mas entre o processo de conhecimento e a informação existe a aprendizagem. E a biblioteca é esse espaço de aprendizagem que guiará o usuário pelo mundo da informação que será apreendida e transformada em conhecimento.



Referência:
FUNDAÇÃO Biblioteca Nacional. Disponível em: <http://www.bn.br/portal/>. Acesso em 23 ago 2011.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O mito nas Bibliotecas (Aula 18/08)


Na aula ministrada no dia 18 de agosto, discutimos o papel atual e a importância das Bibliotecas Nacionais não somente como um lugar de preservar a informação e a memória nacional; mas, também, como disseminadora de conhecimentos. Ela também permite o contato com o passado e com o presente, o que gera novas perspectivas e ensinos. “Lugar da memória nacional, espaço de conservação do patrimônio intelectual, literário e artístico(JACOB e BARATIN, 2000), a biblioteca também promove a interação entre pensamentos, leitura e escrita. Ela depende das pessoas que trabalham e que a frequentam, pois é um sistema, uma instituição que convive com perspectivas diferentes e que reflete isso no seu dia-a-dia.
A história das bibliotecas é habitada por mitos que vislumbram uma biblioteca de grande convivência intelectual e de diversidades. O conto da torre de Babel e a diversidade das línguas são retomados para a criação da biblioteca de Babel que seria universal e infinita, ela se confundiria com o próprio universo. “A Biblioteca de Babel é a biblioteca de todas as bibliotecas, de todas as possíveis variações e combinatórias linguísticas” (FURTADO 2007).
Também conhecida como um mito no mundo das bibliotecas, a Biblioteca de Alexandria é criada visando reunir em um mesmo lugar todos os livros da Terra, de todos os tempos, tipos e línguas. Ela busca se constituir como um símbolo de universalidade do trabalho intelectual e da coleção de textos antigos (FURTADO 2007).
Segundo Furtado (2007),
“a Biblioteca de Alexandria partilha com a Biblioteca de Babel uma nova relação com o tempo, no sentido de um tempo de procura dos livros, da sua acumulação progressiva que visa criar uma memória total, abolindo a distância do passado para propor, num mesmo lugar de conservação, todos os escritos humanos, todos as dimensões do pensamento, do conhecimento e da imaginação.”
Essa não é uma visão que se esqueceu no passado, mas que continua presente em muitas discussões. Reunir, em um mesmo lugar, tudo aquilo que é e foi produzido, é algo que se busca e que se tornou, de certa maneira, mais fácil na atualidade.
O uso da internet, com a possibilidade de se comunicar com todo o mundo, uniu os povos, as línguas e as nações, e fez com que as diferenças se tornassem algo bom e produtivo, uma forma de aprender e ensinar. Sabemos que muitas fronteiras e diferenças ainda têm que serem quebradas, mas longos passos já estão sendo dados para universalizar o conhecimento.




Referências:
JACOB, Chistian; BARATIN, Marc. O poder das Bibliotecas: a memória dos livros no Ocidente. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000.
AFONSO FURTADO, José. O mito da Biblioteca Universal. Cadernos de Biblioteconomia, Arquivística e Documentação, n. 2, p. 37-55, 2007.

Uma breve introdução


Com a finalidade de revelar a minha visão sobre o conteúdo ministrado nas aulas de Biblioteconomia e sociedade brasileira, criei esse blog.

Vou falar sobre a matéria, mas, também, tentar buscar coisas novas, deixar esse assunto mais interessante e gostoso de discutir.

Bem-vindo ao mundo da Biblioteconomia!!