quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Paulo Freire - diversos pontos de vista e uma exposição (Aula 13/10)


Para Paulo Freire o mais importante na educação é ensinar a “ler o mundo”. "Trata-se de aprender a ler a realidade (conhecê-la) para em seguida poder reescrever essa realidade (transformá-la)", dizia Freire. É isso que aprendemos nessa disciplina (Biblioteconomia e Sociedade Brasileira), onde percebemos o nosso ambiente não como algo estável e permanente, mas como algo que pode sofrer transformações. Podemos modificar uma realidade e transformá-la em algo muito melhor de acordo com as nossas experiências anteriores.

Freire também discute a questão da aprendizagem, para ele o educador e o aluno aprendem juntos, um com o outro. "Os homens se educam entre si mediados pelo mundo", escreveu. Além disso, trata a cultura como “tudo o que o homem cria e recria”, uma aquisição de experiências. E a valorização dessa cultura é fundamental no processo de aprendizagem.

Na exposição realizada no memorial Darci Ribeiro na UnB, podemos perceber que há uma preocupação em passar para os visitantes todos os aspectos da vida de Paulo Freire. Elaborada com diversos pôsteres, organizados em um semicírculo em ordem cronológica, a exposição não possui muita interação com o público, mas consegue transmitir um bom conteúdo a respeito do educador. Apesar dos poucos recursos, poderia se criar uma maior participação do público realizando-se discussões e palestras sobre o tema.



Referência:

NOVA ESCOLA. Paulo Freire, o mentor da educação para a consciência. Disponível em <http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/mentor-educacao-consciencia-423220.shtml?page=1>. Acesso em 13 out 2011.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A cultura e a importância que damos a ela


Milanesi discute no seu livro “A casa da invenção: biblioteca, centro de cultura” o verdadeiro sentido da expressão “Centro de cultura” que se encontra espalhada em diversas placas pelos edifícios do país. Muitas vezes planejam-se esses edifícios mais pela forma do que pela função cultural que eles assumiriam e, por isso, se tornam apenas projetos de construções. Principalmente quando surgiu o rádio e a televisão, as pessoas não viam mais o porquê de um centro cultural, já que todas as informações chegavam mais rápido em suas casas.

O autor ainda evidência a influência que a cultura externa tem sobre esses centros, principalmente a parisiense. Tenta-se mais imitar do que construir algo próprio e com utilidade para a população. Tudo é visto como cópia de algo que funciona, mas em outro lugar e com outros pensamentos. A diferença no Brasil é o uso e o tratamento dado à cultura.

O texto mostra também a falta de atenção que os administradores das cidades têm pelas bibliotecas, que na maioria das vezes são os únicos centros culturais. Elas não recebem os cuidados que deveriam receber, acabam deteriorando com a falta de manutenção e têm seu acervo desatualizado.

É preciso planejar, pensar e desenvolver, mas acima de tudo, incentivar a população a buscar conhecimento, ver o que eles procuram e desejam. É necessário ir atrás de ideias inovadoras, mas que se adaptam as regiões. O mundo está cheio de boas ideias, porque não desenvolvê-las, com os devidos cuidados, lógico!!



Referências:

MILANESI, Luiz Augusto. A casa da invenção: biblioteca, centro de cultura. 3.ed. rev. e amp. São Paulo: Ateliê Editorial, 1997. 271p.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Muito além do quadro negro e das bibliotecas (Aula 06/10)


Vivemos em um mundo em que é necessário correr atrás do que queremos e precisamos. Realizar o nosso trabalho e conseguir fazer a diferença depende só de nós. Podemos transformar e melhorar qualquer ambiente, independente do recurso ou das pessoas, mas é preciso ter força de vontade, garra e determinação. Se temos o apoio de pessoas que tem condições financeiras e poder tudo fica mais fácil, mas com atos de solidariedade a diferença pode ser feita, basta querermos.
Um bom exemplo de superação e de apoio é o do filme “Além do quadro negro”. Ele conta a história da jovem professora Stacey Bess (Emily VanCamp) que supera seus medos iniciais e preconceitos e faz a diferença na vida das crianças de rua que ela ensina em uma sala de aula improvisada de um abrigo.
As bibliotecas também vivem situações como essas, onde não se tem nada, mas grandes trabalhos podem ser realizados. A Biblioteca Demonstrativa de Brasília mostra a possibilidade de atuação de uma biblioteca que, apesar de não possuir muitos recursos, realizar não só seu trabalho de acesso à informação, mas vai muito além disso. Ela conta com o maravilhoso trabalho da bibliotecária Conceição e de pessoas da sociedade que querem transformar a visão da população.
Precisamos agir para mudar a situação em que as bibliotecas, principalmente as públicas, se encontram. Descobrir pessoas capacitadas para realizar essa missão é o complicado, profissionais preocupados em melhorar a qualidade dos serviços para atender aos diversos tipos de usuários e que consigam apoio para isso.

Temos que fazer a diferença!!!