quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O mito nas Bibliotecas (Aula 18/08)


Na aula ministrada no dia 18 de agosto, discutimos o papel atual e a importância das Bibliotecas Nacionais não somente como um lugar de preservar a informação e a memória nacional; mas, também, como disseminadora de conhecimentos. Ela também permite o contato com o passado e com o presente, o que gera novas perspectivas e ensinos. “Lugar da memória nacional, espaço de conservação do patrimônio intelectual, literário e artístico(JACOB e BARATIN, 2000), a biblioteca também promove a interação entre pensamentos, leitura e escrita. Ela depende das pessoas que trabalham e que a frequentam, pois é um sistema, uma instituição que convive com perspectivas diferentes e que reflete isso no seu dia-a-dia.
A história das bibliotecas é habitada por mitos que vislumbram uma biblioteca de grande convivência intelectual e de diversidades. O conto da torre de Babel e a diversidade das línguas são retomados para a criação da biblioteca de Babel que seria universal e infinita, ela se confundiria com o próprio universo. “A Biblioteca de Babel é a biblioteca de todas as bibliotecas, de todas as possíveis variações e combinatórias linguísticas” (FURTADO 2007).
Também conhecida como um mito no mundo das bibliotecas, a Biblioteca de Alexandria é criada visando reunir em um mesmo lugar todos os livros da Terra, de todos os tempos, tipos e línguas. Ela busca se constituir como um símbolo de universalidade do trabalho intelectual e da coleção de textos antigos (FURTADO 2007).
Segundo Furtado (2007),
“a Biblioteca de Alexandria partilha com a Biblioteca de Babel uma nova relação com o tempo, no sentido de um tempo de procura dos livros, da sua acumulação progressiva que visa criar uma memória total, abolindo a distância do passado para propor, num mesmo lugar de conservação, todos os escritos humanos, todos as dimensões do pensamento, do conhecimento e da imaginação.”
Essa não é uma visão que se esqueceu no passado, mas que continua presente em muitas discussões. Reunir, em um mesmo lugar, tudo aquilo que é e foi produzido, é algo que se busca e que se tornou, de certa maneira, mais fácil na atualidade.
O uso da internet, com a possibilidade de se comunicar com todo o mundo, uniu os povos, as línguas e as nações, e fez com que as diferenças se tornassem algo bom e produtivo, uma forma de aprender e ensinar. Sabemos que muitas fronteiras e diferenças ainda têm que serem quebradas, mas longos passos já estão sendo dados para universalizar o conhecimento.




Referências:
JACOB, Chistian; BARATIN, Marc. O poder das Bibliotecas: a memória dos livros no Ocidente. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000.
AFONSO FURTADO, José. O mito da Biblioteca Universal. Cadernos de Biblioteconomia, Arquivística e Documentação, n. 2, p. 37-55, 2007.

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