quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Conhecimento e bibliotecas (Aula 25/08)


Nessa aula discutimos as características da sociedade em que vivemos e as pessoas que não tem acesso a esse novo universo que envolve informação, comunicação e tecnologia (saber fazer). Essa sociedade tem como característica principal a aprendizagem que é o processo para adquirir conhecimento e que é essencial para o desenvolvimento de culturas.
Aqueles que não têm acesso a esse processo que permeia a sociedade são os que não aprenderam a aprender, eles não dominam a técnica de informação. Mas precisam se integrar na cultura em que vivem e desenvolver um projeto de conhecimento e aprendizagem.
Com base no texto “A produção de conhecimento e a origem das bibliotecas” de Araújo e Oliveira (2005), fiz uma relação entre produção do conhecimento e as bibliotecas desde a sua origem:
Com a necessidade, desenvolvida pela sociedade, de se adaptar ao contexto mundial, novos conhecimentos são produzidos todos os dias e desde a antiguidade. Mas, além de gerar, era necessário registrar, armazenar e preservá-los. Com o produto desses conhecimentos, surgem os acervos que formam as bibliotecas, museus, arquivos etc.
Segundo Araújo e Oliveira (2005), “a biblioteca é um espaço de preservação dos conhecimentos gerados pela humanidade a partir de diferentes sociedades”. Elas formam coleções que precisam ser organizadas para que outras pessoas possam ter acesso.
Os países desenvolvidos e os que buscam desenvolvimento investem cada vez mais em novas ideias e novos ensinamentos. E para isso, a biblioteca tem um papel fundamental, pois ela proporciona o diálogo entre passado, presente e até futuro.
Com esses conhecimentos surgindo, novas bibliotecas, com suas diversas finalidades (desde a Nacional até a Popular), estão aparecendo. Pois “onde houver uma grade produção de conhecimento também ali estarão grandes unidades de informação e seus diferentes formatos” (ARAÚJO e OLIVEIRA 2005).



Referência:
ARAUJO, Eliany Alvarenga; OLIVEIRA, Marlene. A produção do conhecimento e a origem das bibliotecas. In: OLIVEIRA, Marlene. Ciência da informação e Biblioteconomia: Novos conteúdos e espaços de atuação. Belo Horizonte: UFMG, 2005.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Biblioteca e letramento informacional (Aula 23/08)


Na aula do dia 23 de agosto, retornamos o assunto da aula anterior, o que me permitiu observar pontos antes não aprofundados.
Como vimos anteriormente, a Biblioteca Nacional, hoje em dia, não tem só a função de preservar, mas tem que se adaptar as novas tecnologias e saber conciliá-las com o que já existe. Ainda tem que manter seu acervo atualizado com todas as produções do país e, para isso, utiliza o mecanismo de Depósito Legal que seria, segundo o site da BN do Brasil:
“a exigência, por força das Leis N. 10.994, de 14/12/2004 e 12.192, de 14/01/2010, de remessa à Biblioteca Nacional de um exemplar de todas as publicações produzidas em território nacional, por qualquer meio ou processo, objetivando assegurar a coleta, a guarda e a difusão da produção intelectual brasileira, visando à preservação e formação da Coleção Memória Nacional. Estão inclusas obras de natureza bibliográfica e musical.”
A biblioteca e o bibliotecário precisam trabalhar com os usuários e promover o letramento informacional, de forma a não somente disponibilizar a informação, mas também ensinar o usuário a se guiar nela. Agindo assim, as cinco competências necessárias para utilizar de forma correta os recursos informacionais serão desenvolvidas, são elas:
  • Saber identificar uma necessidade de informação;
  • Como selecionar a informação relevante de acordo com o objetivo;
  • Utilizar a informação;
  • Conhecer as questões éticas, econômicas e sociais que envolvem a criação da informação;
  • Saber qual é o meio de comunicação da informação, devido às diversas estruturas desenvolvidas para a comunicação.
Assim a informação irá produzir um novo conhecimento que se converterá para a sociedade, pois todo conhecimento surge para resolver uma questão. Mas entre o processo de conhecimento e a informação existe a aprendizagem. E a biblioteca é esse espaço de aprendizagem que guiará o usuário pelo mundo da informação que será apreendida e transformada em conhecimento.



Referência:
FUNDAÇÃO Biblioteca Nacional. Disponível em: <http://www.bn.br/portal/>. Acesso em 23 ago 2011.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O mito nas Bibliotecas (Aula 18/08)


Na aula ministrada no dia 18 de agosto, discutimos o papel atual e a importância das Bibliotecas Nacionais não somente como um lugar de preservar a informação e a memória nacional; mas, também, como disseminadora de conhecimentos. Ela também permite o contato com o passado e com o presente, o que gera novas perspectivas e ensinos. “Lugar da memória nacional, espaço de conservação do patrimônio intelectual, literário e artístico(JACOB e BARATIN, 2000), a biblioteca também promove a interação entre pensamentos, leitura e escrita. Ela depende das pessoas que trabalham e que a frequentam, pois é um sistema, uma instituição que convive com perspectivas diferentes e que reflete isso no seu dia-a-dia.
A história das bibliotecas é habitada por mitos que vislumbram uma biblioteca de grande convivência intelectual e de diversidades. O conto da torre de Babel e a diversidade das línguas são retomados para a criação da biblioteca de Babel que seria universal e infinita, ela se confundiria com o próprio universo. “A Biblioteca de Babel é a biblioteca de todas as bibliotecas, de todas as possíveis variações e combinatórias linguísticas” (FURTADO 2007).
Também conhecida como um mito no mundo das bibliotecas, a Biblioteca de Alexandria é criada visando reunir em um mesmo lugar todos os livros da Terra, de todos os tempos, tipos e línguas. Ela busca se constituir como um símbolo de universalidade do trabalho intelectual e da coleção de textos antigos (FURTADO 2007).
Segundo Furtado (2007),
“a Biblioteca de Alexandria partilha com a Biblioteca de Babel uma nova relação com o tempo, no sentido de um tempo de procura dos livros, da sua acumulação progressiva que visa criar uma memória total, abolindo a distância do passado para propor, num mesmo lugar de conservação, todos os escritos humanos, todos as dimensões do pensamento, do conhecimento e da imaginação.”
Essa não é uma visão que se esqueceu no passado, mas que continua presente em muitas discussões. Reunir, em um mesmo lugar, tudo aquilo que é e foi produzido, é algo que se busca e que se tornou, de certa maneira, mais fácil na atualidade.
O uso da internet, com a possibilidade de se comunicar com todo o mundo, uniu os povos, as línguas e as nações, e fez com que as diferenças se tornassem algo bom e produtivo, uma forma de aprender e ensinar. Sabemos que muitas fronteiras e diferenças ainda têm que serem quebradas, mas longos passos já estão sendo dados para universalizar o conhecimento.




Referências:
JACOB, Chistian; BARATIN, Marc. O poder das Bibliotecas: a memória dos livros no Ocidente. Rio de Janeiro: UFRJ, 2000.
AFONSO FURTADO, José. O mito da Biblioteca Universal. Cadernos de Biblioteconomia, Arquivística e Documentação, n. 2, p. 37-55, 2007.

Uma breve introdução


Com a finalidade de revelar a minha visão sobre o conteúdo ministrado nas aulas de Biblioteconomia e sociedade brasileira, criei esse blog.

Vou falar sobre a matéria, mas, também, tentar buscar coisas novas, deixar esse assunto mais interessante e gostoso de discutir.

Bem-vindo ao mundo da Biblioteconomia!!